Tarefa – Refletindo sobre suas “marcas”

Publicado: março 28, 2013 em Uncategorized

Autora: Esther Lobo de Farias

A competência do professor, enquanto mediador (facilitador) da aprendizagem é sem dúvidas o principal elemento para o êxito de um curso online.

Pude perceber isso de forma mais clara através da minha experiência como mediadora à distância (tutora):

No início, pensei que seria algo muito mais simples, mas no dia-a-dia fui percebendo que o curso, nessa modalidade, exigia muito mais de mim. Os desafios postos eram muitos: (1) o desafio de me relacionar diariamente com pessoas de realidades tão diferentes, que eu nunca conheci presencialmente, mas que agora eram meus alunos; (2) o desafio de gerenciar o AVA do curso; (3) o desafio de construir uma comunidade de aprendizagem estimulando no grupo um sentimento de comunidade; (4) o desafio de  acolher o aluno e estimular sua participação nos fóruns; (5) o desafio de tornar o ambiente virtual mais aconchegante possível; e principalmente (6) o desafio de se mostrar presente.

Podemos verificar que a visibilidade do professor, ou seja, a sua presença virtual diária no AVA, estimulando os alunos através de suas mensagens públicas, de suas intervenções nos fóruns e de seus feedbacks detalhados, é fundamental para os estudantes, pois demonstra para eles, que estão sendo acompanhados no seu processo de aprendizagem, e que não estão isolados.

Realmente, não é fácil dominar todas as habilidades e competências exigidas para a atuação do professor num ambiente virtual de aprendizagem, mas desse domínio, dependerá grande parte do sucesso de um curso online.

Esse domínio não surge de uma hora para outra, mas é o resultado das experiências, cursos e leituras cotidianas sobre a EAD.

Desde o primeiro período em que comecei a atuar na UFPB Virtual, fui adquirindo uma série de competências que me fizeram atuar cada vez melhor. Hoje, já consigo dominar as ferramentas do Moodle, consigo acompanhar os ritmos individuais dos aprendentes na plataforma e me comunicar semanalmente com todos os estudantes. Além disso, procuro caprichar cada vez mais nos feedbacks e nos estímulos, pois entendo que esse retorno detalhado e estímulo constante do mediador é essencial para os aprendentes melhorarem seu desempenho no curso.

De acordo com as teorias educacionais estudadas nessa unidade, podemos observar que a abordagem pedagógica que terá mais probabilidade de sucesso na EAD é a abordagem cognitivista (ou interacionista), onde o “professor deve criar situações desafiadoras e desequilibradoras, por meio da orientação. Deve estabelecer condições de reciprocidade e cooperação ao mesmo tempo moral e racional”.

Nessa abordagem, “o objetivo da educação não está baseado em modelos, transmissão de verdades, informações, demonstrações, etc, e sim, que o aluno aprenda, por si próprio a conquistar essas verdades”. O aluno deve “aprender a aprender”, ou seja, deve descobrir sua forma individual de aprender, elaborando seu estilo e disciplina para o estudo. Aliás, acredito que esse seja um dos grandes méritos da EAD.

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